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É o seguinte, eu queria fazer agora o post das minhas viagens, mas toda vez que eu lembro do ocorrido me bate uma raiva tão grande, tão grande que fico travada!!!
Então, vamos mudar de assunto. Ia eu falar da renúncia do Fidel, mas falar o quê? Só nos resta esperar pra ver o que Raul e EUA vão fazer a partir desta notícia.
O Oscar. Bom, não tenho como comentar porque não assisti a nenhum daqueles filmes, nem mesmo o "Ratatouille". A única coisa a que posso me referir é ao José Wilker: por que ele é o comentarista???!!
Nunca entendi...
Minha cirurgia. Isso mesmo, farei uma cirurgia essa semana. Nada complicado. Eu acho. Pelo menos é o que o Doctor-lindo-simpático-de olhos verdes- Alexandre me disse. Então, talvez eu dê uma sumida pela net. Torçam aí por mim.
Ditas as últimas novidades, vamos ao assunto do post hoje: "O caçador de pipas".
Primeiro romance de Khaled Hosseini, um afegão formado em medicina, que reside na Califórnia,EUA. Foi publicado pela primeira vez em 2003 (notem o quanto estou atrasada!), tem 8 milhões de cópias vendidas no mundo, sendo mais de 1 milhão de cópias vendidas aqui no Brasil.
Já tinha ouvido falarem do livro. Coisas do tipo: "É maravilhoso!", "melhor livro que li na vida", "quase morro de chorar", "você precisa ler"... e blá blá blá. Então, como uma boa jornalista-historiadora que sou, não podia ficar de fora do babado, né?!
Estava eu lá, no shopping Iguatemi em Fortaleza, dentro de uma livraria enooorme, escolhendo uns livros para trazer de presente para o meu povo, quando topo com "O caçador de pipas".
Pausa.
Levo?
E se eu não gostar?
Quanto custa?
Nem é tão caro...
Mas se não prestar? Dinheiro não dá em árvore...
Divide aí no cartão!
Comecei a leitura na segunda-feira passada, assim que terminei o de Sartre. Terminei na sexta.
O que tenho a dizer: "É maravilhoso!", "melhor livro que li na vida", "quase morro de chorar", "você precisa ler"...
rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs...
Pior que é a mais pura verdade.
Eu subestimei o livro. Best-sellers são perigosos, muito vendáveis, pouco conteúdo. Mas este não. E acho que o fato de ser muito vendido, além da boa leitura claro, deve-se ao fato de que o mundo está mais voltado ao conflito EUA-Oriente Médio, o que causa uma curioidade maior por parte da população.
O livro é ambientado no Afeganistão, Paquistão e EUA. E começa nos anos 70, quando o Afeganistão ainda era uma monarquia, passando pela invasão soviética, a imigração dos afegãos e a implantação do regime Talibã.
A narrativa é uma montanha russa, hora se torna instigante, hora monótona, hora avassaladora, hora calma como uma brisa.
O tema do romance é o amor. O amor incondicional. O amor fraternal. Ou simplesmente o amor.
Mergulhar numa cultura totalmente diferenciada, nos ajuda a compreender todas as nuances do ser humano e sua capacidade de adaptação. Às vezes nós ocidentais somos simples demais, vulneráveis demais, óbvios demais para entender o que leva aquele povo oriental à viver naquelas circunstâncias. Pormenorizamos suas vidas, seus trabalhos, seu amor. Criticamos sua cultura, como se tivéssemos autoridade para fazê-lo.
Khaled Hosseini acertou.
Acertou quando conseguiu mostrar ao mundo que o seu país e a sua cultura não é apenas fanatismo, doenças, pobreza, miséria e armas. Conseguiu mostrar que eles são assim porque 'corpos estranhos' invadiram e se instalaram no seu país roubando suas vidas.
Acertou quando escolheu o amor.
Mas, vocês só poderão entender de fato o que eu digo se tiverem lido o romance.
É inesquecível.


criado por mara.dallenna
14:04:49Eu estava devendo um post sobre minhas viagens.
Vou continuar devendo.
Eu passei exatas duas horas sentada à frente do pc, escrevendo esse post e acho que foi uma das poucas vezes que escrevi algo que eu tenha realmente gostado. E o que aconteceu???
Puft.
Simplesmente o post sumiu!!!!!!!
S - U - M - I - U!!!!!!!!
Desapareceu, evaporou....E eu estou com tanta raiva que seria capaz de despedaçar o culpado!!!!!!!
Mas quem é o culpado? A rede... Essa tecnologia nos prega cada peça...

Eu já estava me enchendo com esse terra.blog, então se alguém souber como transpor o conteúdo de um blog para outro, por favor me ajudem!
Quando eu respirar no saquinho e esquecer a raiva, escrevo sobre as viagens.
Para não ficar só no desabafo:
Terminei de ler o livro "Tête-à-Tête" de Hazel Rowley hoje. Não chega a ser uma biografia, mas um relato acerca do romance entre os filósofos existencialistas Jean Paul Sartre e Simone de Beauvoir e seu círculo de amizades, ao qual consideravam a 'família sartreana'.
Não gosto de filosofia existencialista. Na verdade, não gosto de filosofia, apesar de considerá-la importante e necessária pra qualquer estudo que se queira fazer. Mas confesso que minha antipatia vêm muito mais da minha ignorância sobre do que pelo conteúdo filosófico em si.
O livro foi lançado em 2005 e causou grande alvoroço, não só pelos relatos contidos nele, mas também pela filha adotiva de Sartre que não era a favor da publicação do mesmo.
Sartre sem dúvida é um dos ícones da filosofia do século XX. E como diz o ditado "atrás de um grande homem, sempre tem uma grande mulher" lá estava Beauvoir.
Possuíam um relacionamento aberto e bastante avançado para os de sua época. Eram engajados politicamente. Viveram num período turbulento, 2ª Guerra Mundial, pós-Guerra...
Deixaram um legado incrível para pessoas como eu que estão procurando um tema para sua monografia! Ou para estudiosos, filósofos, críticos, ou seja, os intelectuais do mundo todo.
Para quem não leu o livro, recomendo. Não pelo aprendizado sobre existencialismo ou curiosidade acerca da vida dos dois. Mas também pela narrativa deliciosa à que somos submetidos. Rowley nos faz participar da família sartreana, nos faz visitar os Boulevards de Paris e viajar o mundo todo com o casal. Recomendo.
Agora, posso dar minha sincera opinião acerca de Sartre?!
Um homem inteligentíssimo, calculista, esperto, oportunista e extremamente carente. Necessitava de Beauvoir mais do que a amava. Necessitava de todos as outras mulheres que mantinha porque era a única forma que ele tinha de se sentir vivo, porque ele deu a luz à uma filosofia que o acorrentou. E para não entrar em contradição com o seu próprio legado, transformava todos os seus, em intrumentos de prática filosófica.
Eita, que os sartreanos não leiam isso!!!Se não estarei morta!!!!
P.S.: O que acharam do novo layout?! Mais adulto né?? Isso quer dizer mais chato??!

criado por mara.dallenna
15:43:26Ando tão desatualizada do mundo...
Nesse feriado de Carnaval me entoquei num interior, sem celular, sem internet, sem comunicação com o mundo...
Mas não posso me reclamar, pois a viagem não poderia ter sido melhor.
comer, dormir, rio, comer, dormir, acordar, comer, praia, comer, dormir, comer...
Tem vida melhor???!
Amanhã estou indo pra civilização...
Quando eu voltar, faço um post mais detalhado sobre esses dois mundos!
;^)

criado por mara.dallenna
15:46:45